The Insiders - °convide seus amigos
Leitores Frenéticos
Chá preto
Quais são os seus devaneios?
No que pensa enquanto toma esse chá preto?
O que se passa sua conturbada mente?
Semblante limpo, mas pensativo
Rosto doce, mas palavras cruéis
Vincos na testa
Sobrancelhas unidas, sobrancelhas separadas
Sobrancelhas unidas, sobrancelhas separadas
Não me atrevo a chamar sua atenção, não me atrevo a atrapalhar esse ritual
Esse que você chama de "lavagem cerebral"
Não me atrevo, não me atrevo e não me atrevo
Ou quem sabe seja uma lavagem espiritual
Por que você não aparenta mais estar aqui
Da paz, o tormento
Caminha de um lado para o outro
De um lado para o outro
De um lado para o outro
Eu te sigo pela casa, mais perdido que você mesma
Não me atrevo a te interromper
Não sou capaz, é hipnotizante
Senta, levanta, anda
Anda, levanta, senta
Eu quero gritar com você
Pegar você pelos ombros, te sacudir e dizer, "Você está louca mulher?"
Mas não me atrevo, sou um covarde
Ela chora, ela ri, ela grita
ELA ME ENLOUQUECE, e eu não sei o que fazer
O que tinha naquele maldito chá preto?
Ela é selvagem, mas é frágil
É indecisa, nem ao menos saber o que quer
Ela entra em transe, algo a suga daqui
Ela não parece me notar
Então, sentada na poltrona pego-a me fitando
Me percebendo...
Ela voltou
Me olha e ri.
Ela é maluca, e eu ainda mais
Por ela
Eu quero mata-la, deixa-la e ir embora
Por ser assim, por esquecer de mim
Como ela consegue?
Mas eu não consigo, olha o sorriso dela
Ela inclina o cabeça para o lado, me olha e diz:
- Encontrei!
No que pensa enquanto toma esse chá preto?
O que se passa sua conturbada mente?
Semblante limpo, mas pensativo
Rosto doce, mas palavras cruéis
Vincos na testa
Sobrancelhas unidas, sobrancelhas separadas
Sobrancelhas unidas, sobrancelhas separadas
Não me atrevo a chamar sua atenção, não me atrevo a atrapalhar esse ritual
Esse que você chama de "lavagem cerebral"
Não me atrevo, não me atrevo e não me atrevo
Ou quem sabe seja uma lavagem espiritual
Por que você não aparenta mais estar aqui
Da paz, o tormento
Caminha de um lado para o outro
De um lado para o outro
De um lado para o outro
Eu te sigo pela casa, mais perdido que você mesma
Não me atrevo a te interromper
Não sou capaz, é hipnotizante
Senta, levanta, anda
Anda, levanta, senta
Eu quero gritar com você
Pegar você pelos ombros, te sacudir e dizer, "Você está louca mulher?"
Mas não me atrevo, sou um covarde
Ela chora, ela ri, ela grita
ELA ME ENLOUQUECE, e eu não sei o que fazer
O que tinha naquele maldito chá preto?
Ela é selvagem, mas é frágil
É indecisa, nem ao menos saber o que quer
Ela entra em transe, algo a suga daqui
Ela não parece me notar
Então, sentada na poltrona pego-a me fitando
Me percebendo...
Ela voltou
Me olha e ri.
Ela é maluca, e eu ainda mais
Por ela
Eu quero mata-la, deixa-la e ir embora
Por ser assim, por esquecer de mim
Como ela consegue?
Mas eu não consigo, olha o sorriso dela
Ela inclina o cabeça para o lado, me olha e diz:
- Encontrei!
Colorful
Sob a tela eu enxergo o vazio
Apenas uma tela em branco
Pincel nas mãos, tintas há postos
O nada me encara, eu encaro o nada.
Mas não é somente um simples nada
É um nada vivo, a tela se movimenta sob a superfície
Eu vejo.
Engana os que apenas olham, mas não os vêem.
E então eu sou a tela, eu sou o nada.
Ma como pode alguém ser UM NADA?
Sou mais, não apenas isso
E então, eu sinto...
O pintor voltou-se a sua obra
Somente um pingo
É tinta, é vida
E as pinceladas são longas e exatas
Riscos uniformes
Traços sem rumo, mas precisos, decididos.
E do cinza surge a cor
Do cinza surge a luz, forma
Não somente rabiscos sem nexo
É mais
É uma explosão
Agora há sentimento, bons e ruins
Incontrolável
Calmo
Selvagem
É dor
É amor
Sabor
Calor...
E agora o nada, é tudo!
A obra está feita, mas não terminada
Essa não se acaba como as outras
Essa é infinita e da flores
Continuação
O pintor admira a sua obra
Mãos calejadas do atrito do pincel
Mas seu semblante é tranquilo, calmo
A obra não é perfeita
Não é pra ser
É pra ser inesquecível
E é...
O pintor ama a sua obra
De certo modo ela é perfeita.
Leia escutando musica.
Vagando
De onde você surgiu?
De que buraco você saiu?
Onde você estava enquanto eu andava pelas ruas, pelos becos, pelas vielas, pelos bairros, pelas estradas movimentadas?
Como nunca nos cruzamos?
Como nunca nossos olhares se tocaram?
Como nunca nos esbarramos em uma esquina qualquer?
Ah, claro. Você lá, eu cá.
Mas como pode a felicidade se esconder tão longe?
Do acaso, da coincidência, ou intencional?
Eu não sei, só você para deixar claro.
Mas acaso ou não,
Coincidência ou não,
Intencional ou não,
A musica permanece em mim, a sua musica.
E enquanto eu transmito esse sentimento para o papel eu escuto ela e eu consigo lembrar de muitas coisas, como a cor intensa desse sentimento, misturado com a batida do Indie d o grave da voz, a melodia da letra e você disse:
Como não amar?
Simplicidade part.2
Tem momentos que você para, me fita... talvez você consiga ver por debaixo dessas roupas caras, por de baixo dessa lingerie preta, simples. Talvez você enxergue por de baixo da minha pele. O que você vê que eu não consigo enxergar? Isso é tão clichê, ainda mais clichê do que aquelas rosas bobas.
Você diz, eu sou simples. Modéstia da sua parte, você emite simplicidade, calmo, tranquilo, amável...
Simplicidade
Um momento, um lugar, uma cor... Castanho.
Eu tentei de mostrar o cinturão de Orion, mas na inútil vontade ser ser um pouco meiga, fracassei. Eram tantas estrelas... naquela noite o céu parecia diferente.
Mas naquela mesma noite você me fez esquecer as mesma estrelas.
Ele disse, eu sou tão simples, disse isso como se fosse algo ruim, disse isso como se fosse um... um... defeito! NÃO! Isso não é verdade, você emite simplicidade, algo ingênuo... meigo.
Hoje eu saí na rua, e no caminho conversei com uma moça, dona de um gato preto de olhos amarelos. Eu não fazia ideia de quem diabos era ela, nunca a tinha visto, mas nós rimos juntas do seu gato preto de olhos amarelos e dei boa noite a ela.
Na volta pra casa nem eu entendia como consegui ser tão simpática e conversar com aquela moça, mas pensando no caminho, eu entendi.
Eu não me sinto presa, me sinto ligada, sendo assim, eu me sinto livre...
Solta...
Eu quero ser sempre essa pessoa. Essa pessoa que cumprimenta outras pessoas com sorrisos fáceis, eu quero ser essa pessoa que conversa com moças, donas de gatos pretos de olhos amarelos na rua. Eu me sinto livre pra ser quem eu realmente sou, alguém melhor.
Hoje eu saí na rua, e no caminho conversei com uma moça, dona de um gato preto de olhos amarelos. Eu não fazia ideia de quem diabos era ela, nunca a tinha visto, mas nós rimos juntas do seu gato preto de olhos amarelos e dei boa noite a ela.
Na volta pra casa nem eu entendia como consegui ser tão simpática e conversar com aquela moça, mas pensando no caminho, eu entendi.
Eu não me sinto presa, me sinto ligada, sendo assim, eu me sinto livre...
Solta...
Eu quero ser sempre essa pessoa. Essa pessoa que cumprimenta outras pessoas com sorrisos fáceis, eu quero ser essa pessoa que conversa com moças, donas de gatos pretos de olhos amarelos na rua. Eu me sinto livre pra ser quem eu realmente sou, alguém melhor.
Efeito gravitacional Júpiter-Plutão
[..] - Patrick Moore disse aos telespectadores que eles poderiam sentir o fenômeno se, no momento exato em o alinhamento acontecesse, eles pulassem. Se conseguissem, iriam se sentir sem peso, flutuando.
[...] - As 9h47, ele disse a todos: “Pulem agora!“. E esperou. Um minuto se passou, e a central da BBC se acendeu com centenas de pessoas ligando para dizer que tinham sentido. Uma mulher telefonou da Holanda para dizer que ela e o marido tinham flutuado pela sala juntos. Um homem ligou da Itália para dizer que ele e os amigos estavam sentados à mesa, e todos eles, incluindo a mesa, subiram no ar. Outro homem ligou dos Estados Unidos para dizer que ele e os filhos tinham voado como pipas no quintal de casa.
Violeta levanta um pouco a cabeça e olha para mim:
- Essas coisas aconteceram mesmo?
- Claro que não. Era uma pegadinha de primeiro de abril.
Ela dá um tapa no meu braço e deita de novo.
- Eu estava acreditando.
- Mas eu contei isso para dizer que é assim que eu me sinto agora. Como se Plutão e Júpiter estivesse alinhados com a Terra e eu estivesse flutuando.
Epitáfio
Eu estava vivo, queimava intensamente. Então morri, mas não de verdade, porque alguém como eu não pode e não vai morrer como todo mundo morre.
Permaneço como as lendas do Buraco Azul, sempre estarei aqui, nos objetos e nas pessoas que deixei para trás.
Boio sob o céu aberto, o sol, e todo aquele azul me faz lembrar Theodore Finch, assim como tudo me faz lembrar dele, e penso no meu próprio epitáfio a ser escrito, e em todos os lugares por onde andarei. Não mais enraizada, dourada, fluída. Sinto mil capacidades brotarem em mim.
Brisas de Outono
Hoje o dia ficou um pouco cinza, meio pálido.
O sol escondeu-se, para nós não o ver chorar.
O mundo parou por um instante
As flores murcharam um pouco e se escuta o lamento baixinho dos passarinhos.
E a vida perdi um pouco a cor, o foco, o calor...
E os objetivos se perdem.
As coisas que faziam sentindo, nos confundem, o plano de fundo da vida... esmaece.
E aquele pequeno brilho, empalidece.
E nas noites nebulosas é difícil mapear as estrelas, e temos que aprender a nos guiar sem elas.
Discursos dramáticos, frases de efeito, pedidos de desculpas, lamentos chorosos, arrependimentos.
Abraços que não foram dados, palavras que não foram ditas, sentimentos que não foram expostos, coisas que não fizemos a tempo...
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