Epitáfio


Eu estava vivo, queimava intensamente. Então morri, mas não de verdade, porque alguém como eu não pode e não vai morrer como todo mundo morre.
Permaneço como as lendas do Buraco Azul, sempre estarei aqui, nos objetos e nas pessoas que deixei para trás.
Boio sob o céu aberto, o sol, e todo aquele azul me faz lembrar Theodore Finch, assim como tudo me faz lembrar dele, e penso no meu próprio epitáfio a ser escrito, e em todos os lugares por onde andarei. Não mais enraizada, dourada, fluída. Sinto mil capacidades brotarem em mim.

2 comentários:

  1. Eu choro todas as vezes que leio isso, é emocionante, me trás sensações diferentes.

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  2. Tinha emprestado esse livro e depois de UM ANO a pessoa devolveu. Bom, ao menos devolveu.
    Em um momento difícil, esse livro ajuda muito. Ajudou hoje. Ajudou ano passado. Vai ajudar amanhã.
    Não sei o que faria sem ele.
    Não sei o que faria sem meu efeito gravitacional de Júpiter-Plutão.

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